Não tenho a intenção de tornar esse diário em uma eterna lamentação do amor que acabou e dos amores que ainda não vieram. Mas considerando que fazem apenas 4 meses que terminei um namoro de 4 anos (que achei que fosse durar por umas 4 vidas), este ainda é um assunto recorrente.
Não basta te trair, ele tem que jogar a culpa em você. E mais, ele ainda diz que ela faz tudo por ele. Diferente de você. Basta. É demais pra mim.
Ela faz tudo por você? E eu não?
Ótimo. Isso já explica metade da situação. Eu não faço tudo por você porque eu estou em primeiro lugar na minha própria vida. É clichê, mas não é óbvio que a gente tem que se amar primeiro?!
E se você queria alguém que vivesse a sua sombra fez muito bem, porque eu nunca faria tudo por você. Eu não faço tudo nem por mim.
O amor não requer tanta doação. O amor não requer tanta concordância.
Um dia o amor é loucura, no outro calmaria.
Um dia o amor te arranca sorrisos, no outro lágrimas.
Um dia o amor quer surpreender. Mas no outro quer ser surpreendido.
Um dia o amor pode querer fazer de tudo para te agradar, mas no outro ele vai querer mostrar seus próprios desejos.
O amor não é fazer tudo por alguém, mas saber que antes de ser nós existe um eu. O amor tem que ser singular antes de ser plural.
Então seja feliz com esse alguém que faz tudo por você que eu vou ser feliz com alguém que faça tudo por mim em um dia, mas que no outro desapareça e me faça querer fazer tudo por ele.